Audiência realizada na Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 debateu a falta de leitos; Ministério da Saúde afirma que número de leitos dobrou em menos de um ano

Atendendo a uma solicitação da deputada federal Leandre (PV-PR), a Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública, na terça-feira (11), para debater a falta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para atendimento às pessoas infectadas pelo coronavírus. Durante a reunião, os deputados pediram ao Ministério da Saúde que o financiamento de leitos de UTI para Covid-10 continue até o fim da pandemia. Os deputados, Dra. Soraya Manato (PSL-ES), e Jorge Solla (PT-BA), também assinam o requerimento para realizar a audiência pública.

Leandre recordou que o pedido para realização da audiência pública foi feito no momento mais crítico de enfrentamento à pandemia da Covid-19 no Paraná, quando mais de 1.000 pessoas aguardavam um leito de UTI no Estado.

“No Paraná, não temos um dia que não há uma taxa de ocupação menor que 95% dos leitos. O momento no Estado do Paraná é muito crítico e espero que o Ministério da Saúde possa continuar com a agilidade na habilitação dos leitos, assim que as demandas são apresentadas. Tudo pode esperar, menos quem busca socorro”, disse.
 

A deputada federal também destacou os esforços para o enfrentamento à doença. “Temos muitos leitos semi-intensivos para tentar suprir as demandas. Estamos transformando UPAs em hospitais, UBS em hospitais, tudo para tentar ajudar num momento tão difícil”, acrescentou.

Segundo o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Sergio Okane, os pedidos de UTI que chegam dos estados têm sido analisados em no máximo 24 horas. De acordo com informações do Ministério da Saúde, o Brasil tem, hoje, o dobro de leitos do que tinha no pior momento da pandemia no ano passado (2020).

“Essa agilidade é também resultado da nossa luta. Em abril, realizamos uma reunião da Bancada com o Ministro da Saúde, cobrando celeridade no credenciamento de leitos. Naquele momento, o Paraná tinha menos de 30% dos leitos existentes no SUS habilitados para receber recursos do Governo Federal. O restante, estava sendo custeado com recursos estaduais”, contextualizou Leandre.
Fonte: Assessoria de Imprensa com Agência Câmara Notícias
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