Projeto visa diagnosticar alunos com Deficiência Intelectual na APAE de Guarapuava

Projeto visa diagnosticar alunos com Deficiência Intelectual na APAE de Guarapuava

02 de Março de 2021

Através de uma análise genômica, os alunos da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Guarapuava vão participar de um projeto piloto para determinar um modelo de assistência diagnóstica clínica para buscar a causa da deficiência intelectual (DI). O projeto é resultado de uma parceria da Unicentro (Universidade do Centro-Oeste), o Instituto de Pesquisa do Câncer (IPEC), com investimentos viabilizados pelo mandato da deputada federal Leandre Dal Ponte (PV-PR).

A deficiência intelectual pode ser caracterizada por limitações no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo, que envolve habilidades conceituais, sociais e práticas do paciente. Estudos apontam que a causa da DI permanece indefinida para 80% dos alunos das APAES no Brasil. E o acesso ao diagnóstico beneficia toda a rede de assistência e atendimento ao paciente.

De acordo com o Dr. David Livingstone Alves Figueiredo, que coordena a equipe de pesquisa, será feita a coleta de material biológico (sangue ou saliva) dos alunos, e realizadas análises genéticas e moleculares no Instituto de Pesquisa para o Câncer. Atualmente, a APAE  atende 467 alunos com deficiência intelectual e múltiplas, com a idade entre 1 e 16 anos, e acima de 16 anos na modalidade EJA.
 
“O projeto atuará na proposição de um modelo de assistência, contemplando desde a triagem diagnóstica clínica, genética e molecular dos alunos com deficiência intelectual idiopática, até o aconselhamento genético, contemplando a capacitação dos profissionais de saúde e educação diretamente envolvidos no processo,  assim como na atuação junto à família dos pacientes com foco na atenção da saúde mental”, discorre o pesquisador.

Ele explica que, na maioria dos casos, a DI não possui tratamento curativo. Entretanto, o diagnóstico preciso das causas da deficiência intelectual é essencial para estimar o risco de recorrência da doença e, desta maneira, promover o aconselhamento genético para o paciente e para a família.
 
“A principal motivação do presente projeto é a ausência do diagnóstico genético e molecular dos alunos da APAE no contexto nacional. O uso de técnicas modernas de genética molecular aumenta as chances do diagnóstico correto da DI de causa indefinida ou idiopática”, complementa Dr. David.

Para a deputada Leandre, que viabilizou recursos para a execução do projeto, é necessário cada vez mais investir na ciência e na pesquisa para levar a saúde mais perto da população. “Até hoje, muitos pacientes não sabem a causa, não possuem o diagnóstico da DI. Então, após uma conversa com o Dr. David  e uma reunião na Unicentro com diversos profissionais da instituição e lideranças da cidade, entendemos a importância da iniciativa e conseguimos viabilizar um recurso no Governo Federal, através de emenda parlamentar, para viabilizar o projeto”, afirmou.

Do Paraná para o Brasil

Dr. David Livingstone completa que, a partir deste estudo piloto desenvolvido no Paraná, é possível a elaboração de um modelo de assistência, educação e capacitação profissional capaz de atuar na identificação precoce da deficiência intelectual em todo o Brasil.
 
“Quanto antes o diagnóstico é feito, melhor são as perspectivas de intervenções que promovem a saúde e a qualidade de vida da criança e da família. Assim como a promoção social do conhecimento sobre fatores de risco da deficiência intelectual como forma de prevenção e diminuição da sua incidência”, concluiu.

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